A PAZ DE QUEM DESTRÓI A PAZ
O perdão, o amor cristão e a crueldade de procurar em Deus o descanso que se continua negando ao próximo.
Ler →PUBLICAÇÕES · NOTAS
Textos breves destinados à formulação de problemas, distinções conceituais e premissas que poderão ser desenvolvidas em estudos mais extensos.
O perdão, o amor cristão e a crueldade de procurar em Deus o descanso que se continua negando ao próximo.
Ler →O drama de reconhecer, aos 32 anos e em plena lucidez, que uma internação psiquiátrica para o restante da vida passou a representar a possibilidade de encontrar a paz que onze anos de sofrimento impediram de experimentar; a crueldade de depender daqueles a quem atribuo os danos que me adoeceram e que agora se recusam a custear o tratamento necessário à minha recuperação.
Ler →Consequencialismo, responsabilidade institucional e a tentação de justificar violações presentes por benefícios futuros.
Ler →Da determinação imediata à totalidade concreta: o entendimento, a negatividade, a contradição, a suprassunção e a necessidade do desenvolvimento racional.
Ler →Os vínculos criados e desenvolvidos durante e após uma internação psiquiátrica
Ler →O paradoxo de pensar o absoluto por categorias constituídas na temporalidade
Ler →Contra a pedagogia da crueldade, a glorificação do sofrimento e a perversidade de exigir gratidão daqueles que sobreviveram ao que jamais deveriam ter suportado.
Ler →Anatomia da virtude usada como arma: quando família, religião, dinheiro, moral e reputação concedem ao carrasco o privilégio de continuar se considerando bom
Ler →Quando duas afirmações incompatíveis pertencem a níveis diferentes da realidade
Ler →Por que invocar o futuro como juiz moral do presente pode ser filosoficamente perigoso
Ler →Quando a previsão de risco começa a ocupar o lugar da responsabilidade pelo ato
Ler →Da previsão do risco à restrição de direitos: Constituição, processo, proteção de dados e direitos humanos.
O texto integral dos bastidores está disponível na página da nota.
Quando sobreviver passa a significar abandonar a posição de sujeito para ocupar permanentemente a posição de paciente
Ler →O paradoxo de uma identidade formada por condições anteriores à própria vontade
Ler →Uma fenomenologia da irrelevância
Ler →Memória, tempo e identidade entre reconstrução, narrativa, responsabilidade e ruptura
Ler →Quando corpo, memória, consciência e responsabilidade deixam de coincidir
Ler →Receber, responder, reparar e transmitir sem transformar a vida em contabilidade moral
Ler →Passado, presente e futuro, e uma dívida que não se paga
Ler →Uma investigação fenomenológica, filosófica, estética, psicológica, tecnológica e jurídica sobre a consciência da transitoriedade
Ler →Do ser ao dever: ontologia, fenomenologia, epistemologia, lógica, hermenêutica, metodologia, axiologia, ética, deontologia e metafísica
Ler →Identidade, memória e liberdade de deixar de ser quem se foi
Ler →Da libertação do método à reconstrução da ordem mínima do conhecimento
Ler →Sobre mentira, negligência, indiferença e o abandono daquilo que um dia se jurou proteger
Ler →Dogmática jurídica da mentira, da omissão, do desleixo e do abandono na relação médico-paciente.
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Confiança, expectativa, ruptura e reconstrução do vínculo humano
Ler →Metafísica, história, memória e fenomenologia da queda
Ler →Direito, Reconstrução Fenomenológica Aplicada e a premissa clandestina: quando uma conclusão parece necessária porque esquecemos de reconstruir aquilo que a tornou possível
Ler →Dogmática jurídica do Basilisco: imputação, inteligência artificial e limites da conclusão automática.
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Entre aquilo que deixou de ser e aquilo que ainda não é
Ler →Quando a existência depende de renovação, confirmação e reconhecimento permanentes
Ler →Da vontade geral à universalidade institucional
Ler →Sobre aquilo que o homem separa do mundo para impedir que o mundo o consuma
Ler →Pode alguma coisa ser compreendida esteticamente antes de ser demonstrada racionalmente?
Ler →A estética da prevenção e a realidade do abandono
Ler →Quando a prevenção deixa de ser campanha e se torna dever jurídico.
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Sobre prudência, equidade, universalidade e o instante em que a justiça precisa ultrapassar a forma sem destruir o Direito
Ler →Antes de julgar, aprender a ver: por que toda deformação metodológica é também uma forma de injustiça
Ler →Da epistemologia normativa à responsabilidade jurídica de conhecer antes de decidir.
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Quando tudo acontece agora, nada verdadeiramente acontece no presente
Ler →A dogmática jurídica do presente permanente.
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O Estado não apenas manda, proíbe ou autoriza: ele cria expectativas, organiza horizontes de comportamento e assume responsabilidade pelas razões que oferece ao cidadão
Ler →A dogmática jurídica da confiança administrativa.
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Impeachment de ministros do Supremo: entre a possibilidade jurídica, a vulnerabilidade política e o esquecimento
Ler →Investigação e julgamento de ministros do Supremo.
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Neurotecnologia, liberdade cognitiva e a fronteira em que o Direito terá de decidir se ainda existe alguma parte do homem que não pode ser alcançada pelo poder
Ler →A dogmática jurídica do último território privado.
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Se chamamos de amor coisas biologicamente, psicologicamente e socialmente diferentes, compreender o fenômeno exige desmontar a palavra para descobrir o que, afinal, acontece quando alguém passa a fazer parte de nós.
Ler →Durante milênios perguntamos se uma afirmação era verdadeira; agora precisaremos perguntar primeiro se ela sequer foi feita
Ler →A dogmática jurídica da autenticidade na era sintética.
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Uma arqueologia ontológica, fenomenológica, histórica, física, psicológica e civilizacional da mais familiar de todas as experiências e do mais obscuro de todos os problemas
Ler →“Liberal na economia e conservador nos costumes”: a estranha liberdade cuja régua parece alcançar até onde termina o bolso
Ler →Quando a “complexidade” — ou algo bem aquém disso — vira álibi, o título substitui o conhecimento e o especialista precisa estudar para descobrir aquilo que, em sua própria especialidade, já deveria saber
Ler →O instante que nunca está sozinho: consciência, duração, simultaneidade, memória, antecipação, desejo, irreversibilidade e as múltiplas teorias do agora
Ler →Quando a ferramenta deixa de ser escolha e a recusa tecnológica passa a constituir uma forma de liberdade
Ler →Quando permanecer no mundo deixa de ser um fato biológico e se converte na mais silenciosa, desigual e radical das exigências humanas
Ler →Quando tudo pode ser fabricado, até a verdade precisa provar que é verdadeira
Ler →Como atribuir direitos a pessoas que ainda não existem e deveres a pessoas que jamais conhecerão seus titulares
Ler →Quando a modernização transforma competência tecnológica em requisito informal de cidadania
Ler →Mandatos coletivos, soberania popular e o problema de entregar a não eleitos uma parcela informal do poder de representar
Ler →O tempo, o trabalho e os limites jurídicos da disponibilidade da própria existência
Ler →Algoritmos, soberania da atenção e o paradoxo democrático de entregar a empresas privadas a arquitetura material da esfera pública
Ler →Do dinheiro ao algoritmo: por uma teoria do abuso do poder informacional nas democracias contemporâneas
Ler →Por que o fracasso não pode se transformar em sentença biográfica
Ler →Da responsabilidade pelo ato à responsabilidade pelo sistema: quando o Direito deixa de procurar quem errou e começa a perguntar quem tornou o erro provável
Ler →Inteligência artificial, contraditório e formação silenciosa da decisão jurídica
Ler →Intenção, aparência, linguagem e imputação na política convertida em comunicação permanente
Ler →Entre a prolixidade, a preguiça institucional e o direito de dizer tudo aquilo que uma causa exige
Ler →O paradoxo da autonomia que, levada ao extremo, ameaça destruir a si mesma
Ler →A fabricação administrada da singularidade: identidade, classificação, normalização, poder e liberdade
Ler →Prompt injection, linguagem oculta e a corrupção algorítmica do processo
Ler →Quando influência, engajamento e linguagem corporativa substituem finalidade, resultado e responsabilidade
Ler →Poder, formação e o retrocesso institucional de Florianópolis
Ler →O julgamento não solicitado, a pretensão de aperfeiçoar o outro e os limites da crítica apresentada como cuidado
Ler →Linguagem, dívida, reciprocidade e Direito: o que as palavras revelam antes que percebamos
Ler →Pseudociência, pseudotratamentos, ayahuasca, doença mental e o momento em que a liberdade de acreditar encontra o dever de não brincar com a vida dos outros
Ler →Entre o corpo que age e o sujeito que decide: uma investigação ontológica, epistemológica, neuropsíquica e jurídico-penal sobre os limites da responsabilidade humana
Ler →Da política internacional à autonomia humana: uma teoria das fronteiras legítimas
Ler →Quando muitas razões servem para esconder a única que importa
Ler →A farsa do amor enquanto instrumento discursivo da perversidade
Ler →Quando uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem e todos fingem que isso é formação jurídica
Ler →Da universidade ao Supremo Tribunal Federal: a progressiva substituição da formação pelo acesso, do pensamento pelo resumo e do jurista pelo operador de informações
Ler →Uma crítica ontológica, epistemológica e fenomenológica à teoria tridimensional de Miguel Reale
Ler →A reengenharia constitucional, legal e regimental do recurso especial e a transformação de deveres elementares da boa advocacia em supostas descobertas processuais
Ler →O curioso mercado brasileiro da novidade.
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Frustração, providência, mérito e os mecanismos pelos quais a consciência transforma a derrota em necessidade para não precisar encará-la como derrota
Ler →Em produção
Racionalização, sofisticação argumentativa e o método como forma de contenção da própria inteligência
Ler →Por que o método também precisa conter quem o criou.
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Singularidade, desejo, valor e o problema de saber se amamos alguém porque ele é insubstituível — ou se ele se torna insubstituível porque o amamos
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Um método capaz de submeter seus próprios pressupostos ao procedimento que exige dos demais
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Fato, conhecimento, prova e reconhecimento institucional diante da hipótese de um acontecimento que jamais ingressa no mundo jurídico
Ler →A nota “O crime perfeito seria um crime?” nasceu de uma pergunta filosófica, mas encontra uma interlocução particularmente interessante em O Criminalista — Romance da Advocacia e dos Crimes Perfeitos, de Vinícius Bittencourt.
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Quando ninguém parece responsável, embora alguma coisa terrível tenha acontecido
Ler →Em produção
Aquilo que existe sem subsistir: negatividade, dependência e presença derivada
Ler →Em produção
Quando a forma deixa de ornamentar o pensamento e passa a manifestá-lo
Ler →Em produção
Direito, responsabilidade e Reconstrução Fenomenológica Aplicada diante das escolhas que parecem inevitáveis apenas depois que já foram feitas
Ler →Em produção
Sobre o direito de falar, a dificuldade de escutar e a disputa quase invisível por quem ocupa o centro da conversa
Ler →Em produção
Sobre verdades que somente parecem universais porque esquecemos as condições que as tornam verdadeiras
Ler →Em produção
Quando a vontade de quem obedece se torna o instrumento mais eficiente da vontade de quem domina
Ler →Em produção
Expectativa, imaginação e o paradoxo de recordar aquilo que nunca se realizou: o fenômeno da “distalgia”
Ler →Em produção
A ilusão da impessoalidade, a justiça concreta e o ponto em que a abstração jurídica precisa reencontrar a pessoa
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Quando o ritual termina, começa a única prova que realmente importa
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Pensar é avançar sem perder o caminho de volta
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Quando a melhor pergunta é justamente a que parecia desnecessária
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Sobre a potência ontológica da ausência e as coisas que só adquirem forma quando deixam de estar presentes
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Quando a identidade deixa de significar permanência e passa a significar a forma pela qual alguma coisa atravessa a própria transformação
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Quando a capacidade de raciocinar deixa de corrigir o erro e passa a servi-lo
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Entre o instante que desaparece, a consciência que o retém, a história que o reconstrói e o Direito que precisa transformar o tempo em decisão
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Limite, derivada e integral como modelos para a reconstrução do fenômeno jurídico
Ler →Por que matematizar o Direito fracassou — e por que a matemática ainda pode iluminar o método.
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Sobre a fronteira que ninguém vê
Ler →Desde 10 de agosto de 2015, quando acontecimentos absolutamente reprováveis atravessaram praticamente todos os âmbitos da minha vida, restaram-me poucas alternativas verdadeiramente possíveis.
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Da reconstrução de uma vida à reconstrução dos fenômenos: origem, método e emancipação
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Contra a leitura retrospectiva da História e a ilusão de necessidade no tempo humano
Ler →Minha relação com a História começou muito antes de eu possuir qualquer instrumento teórico para explicar por que ela me fascinava tanto.
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Quando uma experiência particular é convertida em verdade universal, a conclusão pode parecer necessária justamente porque tudo aquilo que poderia contrariá-la foi excluído do raciocínio
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A dúvida como condição da reconstrução e a certeza antecipada como deformação do fenômeno
Ler →Há um traço da minha personalidade que pode produzir uma impressão curiosa em quem convive comigo ou acompanha meu trabalho: eu estudei de tudo.
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Sobre uma combinação especialmente odiosa para o Direito e para as instituições
Ler →Talvez seja necessário explicar por que aqueles autos me afetaram de maneira tão profunda.
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A inteligência sem humildade e a fabricação racional da injustiça
Ler →Ao escrever sobre Saruman e sobre a corrupção de uma inteligência que deixa de reconstruir o mundo para pretender substituí-lo, tornou-se inevitável pensar nas palantíri.
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Da recusa em reconstruir o fenômeno à perversão da decisão jurídica
Ler →Desde a infância, quando assistia às animações da Disney, sempre elegi Frollo como meu vilão preferido.
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A violência silenciosa da norma, os preconceitos escondidos na linguagem e o direito de existir sem pedir homologação à maioria
Ler →A palavra “normal” nunca chegou até mim como uma simples palavra. Para muitas pessoas, ela talvez evoque apenas rotina, estabilidade, previsibilidade ou ausência de acontecimentos extraordinários. Para mim, porém, ela sempre carregou a memória de um julgamento.
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Entre o rótulo e a sentença: os efeitos pessoais, jurídicos e metodológicos do preconceito
Ler →Na semana anterior, fiz publicar este fragmento em rede social, enquanto trabalhava durante a madrugada, convergente com o tema versado no texto.
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A reconstrução do fenômeno jurídico como caminho entre os fragmentos do caso e a necessidade do justo
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A figura do anti-herói como expressão da advocacia estratégica
Ler →Há uma dimensão da minha atividade profissional que dificilmente aparece nos textos, nas peças, nos pareceres ou mesmo nas vitórias.
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A passagem da ferida privada à razão juridicamente articulada
Ler →Há textos que nascem de uma observação profissional e apenas depois revelam que já estavam sendo escritos, silenciosamente, pela própria vida. A ideia da advocacia como transformação do sofrimento em forma pertence a essa categoria.
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Tradição, crítica e reconstrução na formação de uma atividade intelectual
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Davy Jones e a tirania do fragmento na Reconstrução Fenomenológica Aplicada
Ler →Essa correspondência não é, em meu caso, apenas intelectual. A ideia de reconstrução nasceu também da necessidade de compreender como uma pessoa continua existindo depois de atravessar experiências que não apenas produzem sofrimento, mas ameaçam alterar a própria forma pela qual ela reconhece a si mesma, interpreta os outros e concebe o mundo. Falo de acontecimentos reais, prolongados e extremos, envolvendo violência, abandono, internações e sucessivas rupturas, diante dos quais não estava em questão simplesmente superar uma lembrança dolorosa, mas impedir que aquilo que me havia sido imposto se convertesse na configuração definitiva de quem eu seria.
Há, portanto, algo profundamente pessoal na recusa da tirania do fragmento. Não desenvolvi a reconstrução apenas como procedimento para examinar argumentos, provas ou fenômenos jurídicos. Antes mesmo de adquirir formulação metodológica, ela já correspondia a uma necessidade existencial: conservar a verdade integral do que aconteceu, sem atenuá-la, mas recusar que a violência recebida adquirisse autoridade para definir tudo aquilo que eu pensaria, produziria, amaria ou ainda poderia me tornar. A RFA não é uma transposição direta da minha história, mas dificilmente existiria na forma que possui se eu não tivesse precisado reconstruir, em mim mesmo, aquilo que experiências sucessivas haviam tentado desconfigurar.
Liberdade, estrutura e conclusão na música de Mozart e na Reconstrução Fenomenológica Aplicada.
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Entre a crítica legítima e a possibilidade abstrata.
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A complexidade que se torna habitável para a percepção sem deixar de ser complexidade.
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A forma simples pode ser o resultado de uma organização extraordinariamente complexa.
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Quando a linguagem reforça uma conclusão sem ampliar suas razões.
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A presença de um conteúdo no processo não determina, por si só, sua função probatória.
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Nota sobre repetição documental, independência informacional e força probatória.
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Nota sobre fundamentação, autoridade e construção da conclusão jurídica.
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