O Pacto da Mediocridade
Quando uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem e todos fingem que isso é formação jurídica
Ler →PUBLICAÇÕES · NOTAS
Textos breves destinados à formulação de problemas, distinções conceituais e premissas que poderão ser desenvolvidas em estudos mais extensos.
Quando uns fingem que ensinam, outros fingem que aprendem e todos fingem que isso é formação jurídica
Ler →Da universidade ao Supremo Tribunal Federal: a progressiva substituição da formação pelo acesso, do pensamento pelo resumo e do jurista pelo operador de informações
Ler →Uma crítica ontológica, epistemológica e fenomenológica à teoria tridimensional de Miguel Reale
Ler →A reengenharia constitucional, legal e regimental do recurso especial e a transformação de deveres elementares da boa advocacia em supostas descobertas processuais
Ler →O curioso mercado brasileiro da novidade.
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Frustração, providência, mérito e os mecanismos pelos quais a consciência transforma a derrota em necessidade para não precisar encará-la como derrota
Ler →Em produção
Racionalização, sofisticação argumentativa e o método como forma de contenção da própria inteligência
Ler →Por que o método também precisa conter quem o criou.
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Singularidade, desejo, valor e o problema de saber se amamos alguém porque ele é insubstituível — ou se ele se torna insubstituível porque o amamos
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Um método capaz de submeter seus próprios pressupostos ao procedimento que exige dos demais
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Fato, conhecimento, prova e reconhecimento institucional diante da hipótese de um acontecimento que jamais ingressa no mundo jurídico
Ler →A nota “O crime perfeito seria um crime?” nasceu de uma pergunta filosófica, mas encontra uma interlocução particularmente interessante em O Criminalista — Romance da Advocacia e dos Crimes Perfeitos, de Vinícius Bittencourt.
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Quando ninguém parece responsável, embora alguma coisa terrível tenha acontecido
Ler →Em produção
Aquilo que existe sem subsistir: negatividade, dependência e presença derivada
Ler →Em produção
Quando a forma deixa de ornamentar o pensamento e passa a manifestá-lo
Ler →Em produção
Direito, responsabilidade e Reconstrução Fenomenológica Aplicada diante das escolhas que parecem inevitáveis apenas depois que já foram feitas
Ler →Em produção
Sobre o direito de falar, a dificuldade de escutar e a disputa quase invisível por quem ocupa o centro da conversa
Ler →Em produção
Sobre verdades que somente parecem universais porque esquecemos as condições que as tornam verdadeiras
Ler →Em produção
Quando a vontade de quem obedece se torna o instrumento mais eficiente da vontade de quem domina
Ler →Em produção
Expectativa, imaginação e o paradoxo de recordar aquilo que nunca se realizou: o fenômeno da “distalgia”
Ler →Em produção
A ilusão da impessoalidade, a justiça concreta e o ponto em que a abstração jurídica precisa reencontrar a pessoa
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Quando o ritual termina, começa a única prova que realmente importa
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Pensar é avançar sem perder o caminho de volta
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Quando a melhor pergunta é justamente a que parecia desnecessária
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Sobre a potência ontológica da ausência e as coisas que só adquirem forma quando deixam de estar presentes
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Quando a identidade deixa de significar permanência e passa a significar a forma pela qual alguma coisa atravessa a própria transformação
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Quando a capacidade de raciocinar deixa de corrigir o erro e passa a servi-lo
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Entre o instante que desaparece, a consciência que o retém, a história que o reconstrói e o Direito que precisa transformar o tempo em decisão
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Limite, derivada e integral como modelos para a reconstrução do fenômeno jurídico
Ler →Por que matematizar o Direito fracassou — e por que a matemática ainda pode iluminar o método.
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Sobre a fronteira que ninguém vê
Ler →Desde 10 de agosto de 2015, quando acontecimentos absolutamente reprováveis atravessaram praticamente todos os âmbitos da minha vida, restaram-me poucas alternativas verdadeiramente possíveis.
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Da reconstrução de uma vida à reconstrução dos fenômenos: origem, método e emancipação
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Contra a leitura retrospectiva da História e a ilusão de necessidade no tempo humano
Ler →Minha relação com a História começou muito antes de eu possuir qualquer instrumento teórico para explicar por que ela me fascinava tanto.
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Quando uma experiência particular é convertida em verdade universal, a conclusão pode parecer necessária justamente porque tudo aquilo que poderia contrariá-la foi excluído do raciocínio
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A dúvida como condição da reconstrução e a certeza antecipada como deformação do fenômeno
Ler →Há um traço da minha personalidade que pode produzir uma impressão curiosa em quem convive comigo ou acompanha meu trabalho: eu estudei de tudo.
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Sobre uma combinação especialmente odiosa para o Direito e para as instituições
Ler →Talvez seja necessário explicar por que aqueles autos me afetaram de maneira tão profunda.
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A inteligência sem humildade e a fabricação racional da injustiça
Ler →Ao escrever sobre Saruman e sobre a corrupção de uma inteligência que deixa de reconstruir o mundo para pretender substituí-lo, tornou-se inevitável pensar nas palantíri.
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Da recusa em reconstruir o fenômeno à perversão da decisão jurídica
Ler →Desde a infância, quando assistia às animações da Disney, sempre elegi Frollo como meu vilão preferido.
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A violência silenciosa da norma, os preconceitos escondidos na linguagem e o direito de existir sem pedir homologação à maioria
Ler →A palavra “normal” nunca chegou até mim como uma simples palavra. Para muitas pessoas, ela talvez evoque apenas rotina, estabilidade, previsibilidade ou ausência de acontecimentos extraordinários. Para mim, porém, ela sempre carregou a memória de um julgamento.
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Entre o rótulo e a sentença: os efeitos pessoais, jurídicos e metodológicos do preconceito
Ler →Na semana anterior, fiz publicar este fragmento em rede social, enquanto trabalhava durante a madrugada, convergente com o tema versado no texto.
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A reconstrução do fenômeno jurídico como caminho entre os fragmentos do caso e a necessidade do justo
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A figura do anti-herói como expressão da advocacia estratégica
Ler →Há uma dimensão da minha atividade profissional que dificilmente aparece nos textos, nas peças, nos pareceres ou mesmo nas vitórias.
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A passagem da ferida privada à razão juridicamente articulada
Ler →Há textos que nascem de uma observação profissional e apenas depois revelam que já estavam sendo escritos, silenciosamente, pela própria vida. A ideia da advocacia como transformação do sofrimento em forma pertence a essa categoria.
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Tradição, crítica e reconstrução na formação de uma atividade intelectual
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Davy Jones e a tirania do fragmento na Reconstrução Fenomenológica Aplicada
Ler →Essa correspondência não é, em meu caso, apenas intelectual. A ideia de reconstrução nasceu também da necessidade de compreender como uma pessoa continua existindo depois de atravessar experiências que não apenas produzem sofrimento, mas ameaçam alterar a própria forma pela qual ela reconhece a si mesma, interpreta os outros e concebe o mundo. Falo de acontecimentos reais, prolongados e extremos, envolvendo violência, abandono, internações e sucessivas rupturas, diante dos quais não estava em questão simplesmente superar uma lembrança dolorosa, mas impedir que aquilo que me havia sido imposto se convertesse na configuração definitiva de quem eu seria.
Há, portanto, algo profundamente pessoal na recusa da tirania do fragmento. Não desenvolvi a reconstrução apenas como procedimento para examinar argumentos, provas ou fenômenos jurídicos. Antes mesmo de adquirir formulação metodológica, ela já correspondia a uma necessidade existencial: conservar a verdade integral do que aconteceu, sem atenuá-la, mas recusar que a violência recebida adquirisse autoridade para definir tudo aquilo que eu pensaria, produziria, amaria ou ainda poderia me tornar. A RFA não é uma transposição direta da minha história, mas dificilmente existiria na forma que possui se eu não tivesse precisado reconstruir, em mim mesmo, aquilo que experiências sucessivas haviam tentado desconfigurar.
Liberdade, estrutura e conclusão na música de Mozart e na Reconstrução Fenomenológica Aplicada.
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Entre a crítica legítima e a possibilidade abstrata.
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A complexidade que se torna habitável para a percepção sem deixar de ser complexidade.
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A forma simples pode ser o resultado de uma organização extraordinariamente complexa.
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Quando a linguagem reforça uma conclusão sem ampliar suas razões.
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A presença de um conteúdo no processo não determina, por si só, sua função probatória.
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Nota sobre repetição documental, independência informacional e força probatória.
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Nota sobre fundamentação, autoridade e construção da conclusão jurídica.
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