MÉTODO · ANÁLISE ESTRUTURAL

Reconstrução Fenomenológica Aplicada

Do fenômeno à premissa; da premissa à conclusão necessária.

DEFINIÇÃO

O que é a RFA?

A Reconstrução Fenomenológica Aplicada (RFA) é uma proposta metodológica voltada à compreensão rigorosa de fenômenos jurídicos e das humanidades.

Parte da reconstrução dos fatos, conceitos e premissas relevantes para alcançar, por meio de análise estrutural, uma conclusão necessária, racionalmente justificável e orientada à realização da justiça concreta.

A RFA foi criada por Ricardo Bortolotto Martinello para tornar explícito e verificável o percurso que liga o fenômeno examinado às premissas reconstruídas e, destas, à conclusão. O método não começa pela resposta: começa pela delimitação do problema e pela organização rigorosa dos elementos que o constituem.

ORIENTAÇÃO

Por onde começar?

Escolha o percurso correspondente ao que deseja compreender agora. Os três caminhos pertencem à mesma arquitetura e podem ser percorridos independentemente.

01Quero compreender a RFADefinição, movimento e princípios do método →02Quero vê-la aplicadaCasos e procedimentos do Laboratório RFA →03Quero acompanhar seu desenvolvimentoArquitetura e estado dos 24 Cadernos →

PONTO DE PARTIDA

Qual problema a RFA procura enfrentar?

Fenômenos complexos raramente se apresentam já organizados. O intérprete recebe fatos, documentos, conceitos, discursos, circunstâncias e conclusões provisórias cujas relações ainda precisam ser identificadas.

01

Dispersão

Os elementos relevantes aparecem fragmentados, em fontes, momentos e níveis diferentes.

02

Premissas ocultas

Afirmações decisivas podem operar sem que seus fundamentos sejam explicitados.

03

Relações não examinadas

Documentos e conceitos são frequentemente considerados de forma isolada, sem reconstrução de suas dependências.

04

Conclusões antecipadas

A resposta pode ser formulada antes que o problema tenha sido suficientemente delimitado e compreendido.

A RFA não reduz artificialmente a complexidade: procura organizá-la até que sua estrutura se torne inteligível, verificável e criticável.

PERCURSO

O movimento fundamental do método

A reconstrução avança por etapas relacionadas. A sequência não é uma fórmula mecânica, mas um percurso de controle do raciocínio.

  1. 01FenômenoO que se apresenta à compreensão.
  2. 02DelimitaçãoO que efetivamente está em discussão.
  3. 03PremissasDe quais elementos a análise depende.
  4. 04RelaçõesComo os elementos condicionam uns aos outros.
  5. 05EstruturaQual organização explica o conjunto.
  6. 06ConclusãoO que pode ser racionalmente justificado.

CRITÉRIOS DE CONTROLE

Princípios da RFA

01

Primazia da compreensão

A resposta pressupõe a reconstrução do problema que pretende resolver.

02

Explicitação das premissas

Nenhuma conclusão deve ocultar os elementos dos quais depende.

03

Relação antes do isolamento

O significado de cada elemento também depende da posição que ocupa na estrutura.

04

Distinção entre informação e demonstração

A presença de uma afirmação não determina, por si só, sua força justificadora.

05

Controle da conclusão

O percurso argumentativo deve poder ser reconstruído, examinado e discutido.

06

Abertura à refutação

A conclusão permanece sujeita à verificação, à crítica e ao confronto com hipóteses concorrentes.

ALCANCE

Campos de aplicação

Embora tenha especial relevância para o Direito, a RFA foi concebida para problemas cuja compreensão dependa da reconstrução de premissas, relações e estruturas.

DireitoProva e processoInterpretação normativaLinguagem e argumentaçãoPolítica e instituiçõesFilosofia e humanidades

VOCABULÁRIO DO MÉTODO

Conceitos fundamentais

As expressões centrais da RFA recebem definições próprias, condições de uso e relações explícitas com as investigações em que são desenvolvidas ou aplicadas.

CONSULTAR O NÚCLEO CONCEITUAL

ORGANIZAÇÃO DO PROJETO

Arquitetura da RFA

O projeto reúne formas distintas e complementares de investigação, desenvolvimento e aplicação.

DESENVOLVIMENTO DO MÉTODO

Cadernos RFA

O desenvolvimento da Reconstrução Fenomenológica Aplicada será realizado por meio dos Cadernos RFA, concebidos como estudos progressivos destinados à construção, ao aprofundamento e à aplicação do método.

Cada Caderno examinará um problema, conceito ou campo específico das humanidades, reconstruindo suas premissas, estruturas e relações fundamentais antes da formulação de conclusões. O conjunto não pretende constituir uma coleção de estudos isolados, mas uma obra progressivamente articulada, na qual cada investigação contribui para o desenvolvimento de uma estrutura metodológica comum.

Ao longo dos Cadernos, a RFA será simultaneamente formulada e colocada à prova, passando da investigação de seus fundamentos filosóficos e epistemológicos à sua aplicação em problemas jurídicos, políticos e sociais concretos. O projeto permanece, assim, aberto ao desenvolvimento contínuo, sem renunciar à unidade de método que orienta toda a coleção.

APLICAÇÃO E VERIFICAÇÃO

Laboratório RFA

O Laboratório RFA reúne aplicações públicas do método. Cada experimento procura disponibilizar o objeto examinado, o procedimento de reconstrução, as operações metodológicas empregadas e o resultado institucional relacionado ao caso.

O propósito não é oferecer exemplos acabados destinados à imitação, mas permitir que o leitor confronte o material primário, acompanhe a reconstrução e examine criticamente as conclusões alcançadas.

ACESSAR O LABORATÓRIO RFA

QUESTÕES ESSENCIAIS

Perguntas frequentes

O que significa RFA?

RFA é a sigla de Reconstrução Fenomenológica Aplicada, proposta metodológica voltada à reconstrução rigorosa de fenômenos, premissas, relações e conclusões.

Quem criou a Reconstrução Fenomenológica Aplicada?

A RFA foi criada por Ricardo Bortolotto Martinello e permanece em desenvolvimento por meio dos Cadernos, das Notas e do Laboratório RFA.

A RFA é exclusivamente jurídica?

Não. O Direito constitui um campo central de aplicação, mas o método se dirige também a problemas filosóficos, políticos, sociais, linguísticos e institucionais.

Qual é a diferença entre os Cadernos e o Laboratório?

Os Cadernos desenvolvem progressivamente os fundamentos e as aplicações do método. O Laboratório torna públicas reconstruções concretas, permitindo examinar objeto, procedimento e resultado.

A RFA é uma obra concluída?

Não. Trata-se de um projeto em desenvolvimento contínuo, organizado por uma estrutura comum e aberto à verificação, à crítica e ao aperfeiçoamento.

Como citar a RFA?

A referência bibliográfica completa e o endereço permanente desta apresentação estão disponíveis ao final da página.

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